martes, 12 de enero de 2016

31 de Dez de 2015

Tem pessoas que parece que não entram na nossa vida, são colocadas. 
Quando conheci você, minha passagem pra Buenos Aires já estava comprada, eu não via a hora de ir embora e você só pensava de forma remota se ia ou não. O momento e lugar não eram nada ideais, eu sei, mas a gente não escolhe por quem se apaixona (ainda bem!). 
Foram menos de 15 dias desde o primeiro beijo até o beijo de despedida. O primeiro foi beijo de cinema, no último eu estava tão ansiosa que nem lembro. Teve muita conversa, friozinho na barriga e uma certeza estranha de que aquilo era amor. 
O tempo voou, e eu também. Cheguei à AR, mas antes te disse: compra passagem só de ida. 
Um mês depois, às 00:45 do dia 31 de dezembro, eu me via no saguão vazio do Ezeiza esperando um carinha que eu mal conhecia. Meu coração estava quase saindo pela boca e lembro de em algum momento me perguntar "meu deus, que que eu tô fazendo?". Tomando uma das melhores decisões da sua vida - era a resposta -, mas eu ainda não tinha ideia disso. Cinco anos se passaram e eu ainda sinto orgulho da coragem de termos seguido o coração, mesmo sabendo que poderia dar tudo errado. E ele estava certinho, não deu.

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